Descubre como preparar uma base de pizza sem glúten que tem tudo o que gosta numa pizza caseira: fina, crocante e cheia de sabor. Com ingredientes simples e um processo descomplicado, esta receita adapta-se a diferentes restrições alimentares e estilos de vida.
Além disso, não contêm leite, soja, ovos nem glúten e é bem mais fácil e saborosa do que pode estar a pensar.
Vamos lá!

📄 Neste artigo:
- Porque vai gostar desta receita de base de pizza sem glúten
- Ingredientes que vai necessitar para est a massa de pizza sem glúten:
- Como fazer esta pizza sem glúten
- Alterações que pode fazer nesta base de pizza sem glúten:
- Dicas para garantir uma pizza sem glúten perfeit a
- Conselhos para que esta base de pizza sem glúten fique sempre bem:
- Como conservar esta base de pizza
- ⁉️Dúvidas e questões frequentes:
- Outras sugestões que talvez goste:
Porque vai gostar desta receita de base de pizza sem glúten
Esta base de pizza é perfeita para quem procura uma alternativa sem glúten que seja prática e saborosa. Algumas razões para adorá-la:
- Textura crocante: A combinação dos ingredientes proporciona uma base que não quebra nem esfarela.
- Versatilidade: Adapta-se a qualquer cobertura, desde opções veganas até às tradicionais.
- Fácil de preparar: Com poucos passos, pode desfrutar de uma pizza caseira incrível.
Além disso, a receita é baseada no método que ensino no curso Viver Sem Glúten, onde explico como usar farinhas e ligantes para obter resultados semelhantes aos produtos tradicionais.
Ingredientes que vai necessitar para esta massa de pizza sem glúten:
- 25 g de azeite
- 15 g psyllium husk
- 290 g de água (150 g para o psyllium e 140 g para ativar o fermento)
- 6 g fermento granulado seco de padeiro
- 5 g de açúcar branco ou mascavado
- 110 g de amido de tapioca
- 100 g de farinha de milhete
- 40 g de farinha de sorgo
- 10 g de sal fino
Como fazer esta pizza sem glúten
(receita completa no final do artigo)
- Preparar o psyllium husk: Misture 150 g de água com o psyllium e deixe descansar até formar um gel.
- Ativar o fermento: Aqueça os restantes 140 g de água até estarem mornos. Misture o fermento e o açúcar, mexa e deixe repousar até formar espuma.
- Misturar os ingredientes secos: Combine o amido, as farinhas e o sal numa taça grande.
- Adicionar os ingredientes húmidos: Faça um buraco no centro e adicione o gel de psyllium, o azeite e o fermento ativado.
- Amassar: Bata a mistura na batedeira por 5-10 minutos até a massa descolar ligeiramente da taça (pode colar um pouco).
- Levedar: Forme uma bola com a massa, coloque-a numa taça untada com azeite e cubra com filme alimentar. Deixe levedar por cerca de 1 hora ou até dobrar de tamanho.
- Estender e moldar: Divida a massa em duas partes, estenda cada uma sobre uma superfície enfarinhada e molde-as em forma de pizza.
- Cozer: Pré-aqueça o forno a 250ºC com ventilação. Cozinhe a base diretamente sobre um tabuleiro invertido ou pedra de pizza durante 15-17 minutos até obter uma bordas douradas.

Alterações que pode fazer nesta base de pizza sem glúten:
Embora seja possível fazer algumas substituições, é importante lembrar que elas podem alterar ligeiramente a textura e o resultado final da base de pizza. Aqui estão as opções:
- Fermento: Pode substituir o fermento granulado de padeiro por fermento fresco ou fermento natural. Note que o tempo de levedação será maior e dependerá do tipo de fermento usado.
- Psyllium husk: Não existe substituição para o psyllium husk. Este ingrediente é essencial para garantir a elasticidade e estrutura da massa.
- Açúcar: Substitua o açúcar mascavado por açúcar branco ou outro granulado à sua escolha.
- Amido de tapioca: Pode usar amido de milho, araruta ou amido de batata, mas o amido de tapioca oferece os melhores resultados em termos de elasticidade e crocância.
- Farinha de milhete: Substitua por farinha de arroz integral (não branca).
- Farinha de sorgo: Pode ser trocada por farinhas como milho, teff, quinoa, trigo sarraceno ou aveia.
- Óleo: Em vez de azeite, use outro óleo vegetal, mas o azeite é o mais tradicionalmente usado para bases de pizza e por isso proporciona um sabor mais autêntico.
Dicas para garantir uma pizza sem glúten perfeita
- Massa elástica e fácil de moldar: Graças ao psyllium husk, a massa ficará mais maleável e moldável, e por isso mais parecida com a traditional com glúten.
- Use o forno na temperatura máxima: A ventilação ajuda a criar uma crosta crocante e a dar-lhe aquela base e crosta deliciosa de que tanto gostamos.
- Atenção à humidade: Não exagere nas coberturas húmidas, como polpa de tomate, para que a base mantenha a sua textura crocante.

Conselhos para que esta base de pizza sem glúten fique sempre bem:
- Pese sempre os ingredientes com uma balança e evite usar chávenas, a mairia dos erros que acontecem é devido ao pesar mal os ingredientes.
- Aconselho sempre a colocar todos os ingredientes em cima da bancada antes sequer de começar a receita, irá evitar esquecer-se de algum ingrediente.
- Faça o gel de psyllium antes para que seja mais fácil de bater a massa posteriormente
- Sei que existem tendência a colocar o forno com ventilação para que o produto cozinhe mais rápidamente, no entanto não aconselho a fazê-lo em massas sem glúten pois irá secar demasiado a massa.
- As temperaturas de forno podem variar muito e por isso a pizza estará pronta quando tiver as bordas douradas e bem estaladiças.
Como conservar esta base de pizza
- À temperatura ambiente: Consuma no mesmo dia para garantir a crocância.
- Congelar: Pode congelar as bases pré-cozidas. Para usar, basta descongelar e adicionar a cobertura antes de levar ao forno.
⁉️Dúvidas e questões frequentes:
Pode retirá-lo se desejar , mas neste caso o açúcar ajuda não só a levedar melhor a massa , ao activar o fermento antes, mas também a deixar a massa mais crocante e dourada.
É sim, e além disso, não tem quais quer ingredientes animais, tornando-a numa pizza sem glúten, sem leite e sem lactose, sem ovo e vegana.
Sim claro, basta adaptar e em vez de a bater na batedeira bate no copo da Bimby, tão simples assim.
Não, o psyllium husk é essencial para a estrutura da massa, pois substitui o glúten e ajuda a manter a humidade. Sem ele, a base pode ficar quebradiça.
Sim, podes substituir o fermento granulado por fermento natural (massa mãe). No entanto, o tempo de fermentação será muito maior, podendo demorar entre 6 a 12 horas, dependendo da força do fermento.
Certifica-te de que o forno está bem quente (mínimo 250ºC) e que assas diretamente sobre uma pedra de pizza ou tabuleiro quente. Além disso, evita colocar muito molho para não deixar a base húmida.
Farinha de milhete → Pode ser substituída por farinha de arroz integral.
Farinha de sorgo → Pode ser substituída por farinha de milho, teff, trigo sarraceno ou aveia.
Outras sugestões que talvez goste:
- Todas as receitas sem glúten
- Como fazer base de pizza com fermento natural
- Base de pizza com iogurte só 4 ingredientes
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- Molho de tomate caseiro e sem açúcar
- Base de pizza sem glúten FIDU FOODS

Base de pizza sem glúten e vegan
Equipamento necessário:
- Batedeira opcional mas recomendado
- Forno
Ingredientes:
- 15 gr psyllium husk
- 290 gr água
- 6 gr fermento seco granulado de padeiro
- 5 gr açúcar branco ( ou mascavado)
- 110 gr amido de tapioca (polvilho doce)
- 100 gr farinha de milhete
- 40 gr farinha de sorgo
- 10 gr sal fino
- 25 gr azeite
Instruções:
- Comece por colocar o psyllium husk e 150 gr de água numa taça pequena, envolva tudo muito bem e reserve. Irá formar uma espécie de gel super espesso.15 gr psyllium husk, 290 gr água
- De seguida, coloque a restante água (140gr) noutra taça pequena e aqueça-a até estar morna, à volta de 36º, de forma a colocar um dedo dentro por 10 segundos sem se queimar. Acrescente o fermento de padeiro e o açúcar, envolva tudo muito bem e reserve até formar uma espuma à parte de cima.290 gr água, 6 gr fermento seco granulado de padeiro, 5 gr açúcar branco
- Enquanto isso, na taça da batedeira ou numa taça grande, coloque o amido, a farinha de milhete, farinha de sorgo e o sal. Envolva tudo muito bem até obter uma mistura mais ou menos homogénea em cor. De seguida, faça um buraco no meio e acrescente o azeite, o gel de psyllium e a espuma (mistura já ativa de fermento e água morna).110 gr amido de tapioca, 100 gr farinha de milhete, 40 gr farinha de sorgo, 10 gr sal fino, 25 gr azeite
- Com a batedeira bata a mistura por mais ou menos 5 a 10 minutos até obter uma massa mais espessa e que descole um pouco da taça. Ela irá sempre colar um pouco mas não há problema, não acrescente mais farinha.
- Após esse tempo, retire a massa da batedeira, forme uma bola com as mãos humedecidas em água para a massa não colar (ajuda a que a massa não cole tanto às mãos) , transfira para uma taça untada com azeite e cubra o recipiente com filme alimentar.
- Coloque num local quentinho e deixe levedar por mais ou menos 1h ou até dobrar de tamanho, depende da temperatura ambiente.
- Após esse tempo, coloque a massa em cima de uma bancada previamente enfarinhada com farinha de milhete e corte em 2 partes iguais.
- Amasse cada parte durante 1 minuto ou 2 até obter uma massa mais lisa (não exatamente como uma com glúten) e com cada parte forme uma bola.
- Coloque as bolas de massa cima de um tabuleiro (ou o que der jeito pois não será usado para as cozinhar), previamente forrado com papel vegetal e enfarinhado, enfarinhe a parte de cima, cubra com o pano de cozinha e deixe levedar até dobrar de tamanho (mais ou menos 30 min a 1h ) enquanto trata dos ingredientes para o recheio, por exemplo.
- Enquanto está a levedar coloque um tabuleiro de forno virado ao contrário no centro do forno e ligue-o à temperatura máxima que tiver, aconselho 250º , cima e baixo com ventilação. Esta é a única receita que aconselho com ventilação porque queremos a base e laterais o mais tostadas possível, por isso um secar extra é até apreciado.
- Depois da massa ter levedado a segunda vez, coloque uma bola de massa em cima de uma tábua de corte, de preferência de madeira, muito bem enfarinhada. Comece a esticar a massa, rodando-a à medida que vai esticando e pressionando a massa de dentro para fora deixando uma borda mais espessa do lado de fora. Se preferir também pode estender a massa com um rolo de massa mas não ficará com um aspeto tão rústico. Se por acaso a massa estiver a colar em baixo, vá enfarinhando a tábua à medida que trabalha, o objetivo é que a massa se mova ao mexer a tábua, para assim ser mais fácil transferir para cima do tabuleiro de forno. Não se sente confiante a fazê-lo? Não há problema, pode fazer este processo em cima de uma folha de papel vegetal e vai ao forno com o papel, a diferença é que a base não fica tão crocante, mas funciona bem.
- Depois da base redonda feita é só rechear deixando sempre 1 a 1.5 cm de massa sem qualquer recheio, isto ajuda a que fique com uma borda como as pizzas tradicionais. Por exemplo, pode colocar polpa de tomate, mas não coloque demasiada para que a base fique crocante, acrescente queijo e outros ingredientes a gosto, tempere com mix de especiarias italianas, mas se não tiver pode usar sal, pimenta, orégãos e manjericão. Se desejar as bordas da pizza ainda mais dourada e não tão clara como a das fotos, pode pincelar com um pouco de azeite antes de levar ao forno.
- Por fim, verifique se a pizza se move ao abanar a tábua de corte e se não mover tente levantá-la um pouco e coloque mais farinha por baixo, se usar esse método. Abra o forno e transfira a pizza para cima do tabuleiro de forno sem tábua. Cozinhe durante 15 minutos ou até ter crosta dourada e crocante. No meu forno demora entre 15 e 17 minutos.
- Ao fim desse tempo retire a pizza para cima de uma grelha para não ficar húmida por baixo ou sirva de imediato cortada em fatias.
Vídeo:
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Informação nutricional é uma estimativa aproximada e pode variar de acordo com o produto que usar.
Precisa de ajuda?
Leia o artigo acima para saber mais sobre possíveis substituições, dicas, conservação, etc. Mas se precisar de mais informações basta deixar o seu comentário abaixo, que eu respondo o mais breve possivel.
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Beijinhos e o desejo de um bom dia!

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